Sobre a Virada

A Virada Cultural é um evento promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a São Paulo Turismo, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Estado da Cultura e rede SESC-SP (Serviço Social do Comércio de São Paulo). Além dos parceiros oficiais, muitas instituições e espaços da cidade aderem ao evento de forma espontânea.

Criada em 2005, na gestão do então prefeito José Serra, o evento tornou-se a “grande festa da cidade”, abraçada pelos paulistanos e turistas que a acompanham todos os anos. Coordenada pelo supervisor de programação da Secretaria de Cultura, José Mauro Gnaspini, a Virada Cultural nasceu com o intuito de tornar-se um festival de artes, inspirado na “Nuit Blanche” parisiense, mas ao longo de suas seis edições foi adquirindo características tipicamente paulistanas.

Principalmente em suas três últimas edições, a vocação da Virada Cultural se tornou mais clara: promover a reocupação do Centro de São Paulo por meio do viés cultural. As pessoas que vêm ao evento circulam pelas ruas da cidade e se deparam com manifestações e intervenções artísticas de todas as naturezas: dança, música, artes plásticas etc.

Em 2005, foram 200 atrações e o evento recebeu um investimento de R$ 600 mil. No ano seguinte, foram R$ 2,7 milhões e mais de 1,5 milhões de pessoas contemplaram o evento. As edições de 2007 e 2008 foram responsáveis, em grande parte, pela formatação que o evento segue até hoje. Em 2007, foram investidos R$ 3,6 milhões e mais de 350 atrações, enquanto em 2008, a Virada Cultural teve o maior orçamento até então, com R$ 6,8 milhões. Em 2009, foram mais de 800 atrações e R$ 5 milhões. Na época em que não se sabia o impacto da crise mundial, os recursos foram reduzidos, mas a festa não perdeu em qualidade, uma vez que as próprias artistas compreenderam a situação e aceitaram negociar seus cachês. Em 2010, com orçamento próximo a R$ 8 milhões, a Virada atraiu um público de 4 milhões de pessoas.